São várias etapas: 1. Planejamento 2. Colocação dos implantes 3. Reabertura dos implantes 4. Moldagem 5. Provisórias 6. Dentes definitivos
- É a fase mais difícil e a mais Importante . Um profissional especializado deverá pedir-lhe exames radiográficos feitos com marcadores especiais, que permitam uma medição precisa da quantidade de osso disponível em seus maxilares em alguns casos é preciso Tomografia Computadorizada para confirmar a quantidade de osso. Quanto mais osso melhor, pois assim poderemos usar implantes maiores, com maior resistência, maior superfície de contato e, conseqüentemente, maior área de osseointegração. Será feito um exame minucioso de suas estruturas orais (incluindo dentes, gengivas, mucosas, língua, músculos da mastigação, padrão de mordida e desoclusão, avaliação da saliva e hábitos higiênicos). Serão feitos modelos de gesso de suas arcadas dentárias para estudo, os quais serão montados em um articulador (aparelho para o estudo dos movimentos mastigatórios). Nele serão estudados a forma e função dos seus dentes naturais, possibilidades e alternativas de próteses (planejamento dos dentes artificiais). Serão solicitados exames laboratoriais, para avaliar sua condição geral de saúde e metabolismo ósseo e, ainda, exames específicos para detectar sua qualidade óssea. Com base nisto tudo, o profissional decidirá o tipo de prótese (os dentes) ideal para o seu caso específico. Juntando estas informações com suas medidas e qualidade ósseas é que será decidido o número , distribuição (localização ideal) e tamanho dos implantes. Quanto maiores, mais largos e em maior número, tanto melhor o resultado final e melhor a capacidade mastigatória . Serão avaliadas suas gengivas e sua higiene. Doenças gengivais, cáries, infecções, dentes com tratamento de canais duvidosos e má higiene (acúmulo de placa microbiana) contra-indicam a colocação de implantes. A fase cirúrgica só pode ser realizada após completamente eliminados os problemas acima.
É a Primeira fase cirúrgica. Pode ser subdividida, se você não tiver quantidade óssea suficiente. Preparação óssea (incluindo enxertos, extrações de raízes inaproveitáveis, retratamento de canais com lesão, procedimentos para colocar a gengiva em condições excelentes, etc.) Colocação das raízes artificiais: Por meio de uma pequena cirurgia, sob anestesia local, um guia cirúrgico é colocado na boca do paciente, indicando o local exato para as perfurações ósseas. Nestas perfurações, feitas por brocas especiais, sob irrigação, as pequenas raízes metálicas são colocadas, devendo ficar bem justas. As gengivas recebem pontos e o paciente é dispensado após a recuperação, podendo usar uma prótese provisória após 2 ou 3 dias. Porém, se a área não for de importância estética absoluta, o ideal é permanecer sem prótese alguma, uma vez que o repouso dos implantes é fator fundamental ao sucesso.Muito embora, já existem hoje técnicas que possibilitam á colocação dos dentes no mesmo dia em que são colocados os implantes ou seja "Técnica de Carga Imediata" .
É a segunda fase cirúrgica. Com um mínimo de 4 meses após a primeira fase cirúrgica, é feita uma pequena abertura na gengiva para acomodar um conector, que vai unir a raiz artificial à coroa (o novo dente) e dar o contorno adequado à gengiva. Embora a tendência de hoje é para colocação de Implantes de único tempo cirúrgico ,que elimina esta face de abertura,na hora da cirurgia já é deixado o "Implante aparente",mas com uma pequena proteção.
Uma vez cicatrizada a gengiva, é feita uma moldagem, com a colocação de pequenos pinos de moldagem. São feitos modelos de gesso da boca, com os implantes em suas posições exatas.
Feitas em acrílico da cor dos dentes, para estimular a maturação óssea em volta das raízes artificiais, os implantes que não forem ativados apos os primeiros 6 meses, podem sofrer reabsorção espontânea, indo a falência.
Como todas as conexões são pré-fabricadas, a adaptação e justeza do trabalho são incomparáveis. Os dentes são aparafusados sobre as raízes artificiais e podendo ate ser removidos com um pequeno esforço pelo profissional, caso seja necessário algum reparo da porcelana, tratamento gengival ou aumento da prótese por perda de algum outro dente natural. Mesmo na ausência de qualquer destas intercorrências, anualmente, é aconselhável o desparafusamento e um polimento. A cabecinha do parafuso, que aparece sobre os dentes, pode ser recoberta com resina da cor dos dentes vizinhos. Com o avanço da técnica a tendência hoje é para a colocação dos dentes cimentados, como ocorre nas próteses dos dentes naturais.
Atualmente, existem no mercado mais de 40 tipos de implantes modernos, havendo até alguns brasileiros de alta qualidade. É como carro. Existem várias marcas e modelos. Um tem uma aplicação, outro funciona melhor sob certas condições.
A rejeição é um fenômeno biológico de defesa do organismo, que reage contra tecidos ou organismos vivos, que invadem ou são colocados em nosso corpo. Por exemplo: Se micróbios ou bactérias penetram em nosso dedo, o nosso organismo produz anti-corpos. Se um caco de vidro penetra no braço de uma pessoa, mas não leva bactérias, esse pedaço de vidro permanece inerte, uma vez que nosso organismo só reage contra substâncias vivas (proteínas ou glicoproteínas). Da mesma forma o implante. É impossível um implante provocar rejeição ou reação de corpo-estranho. O titânio, dos implantes modernos, chega a propiciar a formação óssea. Se um implante é perdido, deve-se pesquisar a causa, mas certamente rejeição jamais será.
Os dentes só podem ser feitos após a osseointegração (união entre o osso e a raiz artificial), ou seja, de 4 a 6 meses após a colocação dos implantes. No caso de enxerto ósseo este tempo deve ser estendido. Porém, a osseointegração neste período ainda é imatura, ou seja: devem ser colocados dentes provisórios, de plástico, o que vai estimular a maturação óssea por um período de 3 a 6 meses. Aí então podem ser confeccionados os dentes definitivos, sendo usados prata,paládium, titânio e ouro, recobertos por resina acrílica ou porcelana (cerâmica).Mas já existe técnica bem mais avançada que consiste em colocar os dente no mesmo dia da colocação dos implantes, para isto é preciso um exame mais detalhado do caso, Os implantes estão avançando muito rápido no que se refere a técnica de colocação e tratamento da superfície dos implantes propriamente dito.
Teoricamente, um implante dura para sempre, desde que tenha havido um planejamento adequado; o paciente tenha boas qualidade e quantidade ósseas, tenha boa capacidade de reparo (cicatrização e regeneração); o sistema de implantes seja o mais indicado para o caso; o cirurgião tenha bom treinamento; a prótese (os dentes) tenham sido executados de acordo com o planejamento inicial, possibilitando uma boa oclusão (mastigação), sem cargas excessivas; e o mais importante: QUE O PACIENTE MANTENHA EXCELENTE HIGIENE AO REDOR DE SUAS RAÍZES ARTIFICIAIS, MANTENDO POLIDA E BRILHANTE A TRANSIÇÃO ENTRE O DENTE E A RAIZ.
Estudos estatísticos apontam que, dentre os poucos casos de insucesso de implantes, a esmagadora maioria é causada por falta de cuidados higiênicos adequados e a conseqüente formação de placa microbiana entre as raízes artificiais e as gengivas.
A escova dental é o instrumento de higiene oral. O restante são procedimentos complementares. No caso de raízes artificiais, alguns destes tornam-se obrigatórios, pelo menos uma vez ao dia, como é o caso da escova interdental e do super-fio. Porém, em cada caso em particular, o profissional deve orientar e treinar seu paciente para a execução correta de cada procedimento.